sexta-feira, 25 de maio de 2007

Na meia idade


Na meia idade
Maria Cristina Manfro

Recebi um e-mail fabuloso, mas infelizmente não consta autoria.

O e-mail fala de um homem que, completando 25 anos de casado, comenta com sua mulher que quando eles casaram tinham um fusquinha caindo aos pedaços, moravam num apartamento menor que uma caixa de fósforos e que tinham uma TV preto e branco de 14 polegadas.

Mas que ele dormia com uma gostosa. Agora eles tinham uma mansão, uma TV de plasma de 50 polegadas e um Mercedes zero-quilômetro. Ele então olha para a mulher e diz: “parece que você foi a única que não evoluiu, ou melhor, parece que não está evoluindo.” A mulher então, com uma sensatez própria da idade, responde a ele que não havia problema.
Ele que procurasse uma gostosa de 25 anos, mas que o queira de verdade. Ela se encarregaria, com muito prazer, de fazer com que ele voltasse a dormir num sofá-cama, morar num micro apartamento e dirigir um fusca velho.

Bem, então o marido vira para o lado e volta a dormir com o término imediato de sua pequena crise de meia idade.
Estamos tão voltados para o consumo que as verdadeiras conquistas nem são celebradas. A conquista do companheirismo, das vitórias nas várias fases da vida, as metas alcançadas com nossos filhos, o bom trabalho de parceria realizado juntos.
Somamos as aquisições, porém sem nos darmos conta que elas fazem parte da parceria realizada juntos. Acabamos dedicando muito tempo para a aquisição de coisas e muito pouco para a curtição dessas mesmas coisas. E menos ainda para a curtição das pessoas que estão a nossa volta. Preocupamos-nos com a estética das coisas, com a limpeza, com o consumo de novos aparelhos domésticos, em termos o carro do ano, o último modelo de celular, em resumo, para termos tudo em ordem. Mas a cada dia sentimos mais saudades do início de nossa vida como casal. Com certeza não é porque a mulher era gostosa e tão pouco porque o marido era bonitão e gostosão.
Sentimos falta das sensações que tínhamos a cada conquista. Sentimos falta do namoro, dos jantares românticos, de contar histórias um para o outro. Falta das oportunidades para dormirmos abraçados, sentindo a presença do outro. Falta de elogios e falta que reparem em nós, que percebam o quanto nos dedicamos. Falta de capricho e de cuidado. Falta de sexo romântico, curtido e que dure uma hora... Só nas preliminares. Falta do olho no olho, do beijo na boca e das juras de amor. Sentimos falta de começar e por isso muitas vezes pensamos em terminar. Terminar para começar.
Começar é todo o dia. Não com outra pessoa. Mas com a mesma pessoa. Não precisamos ter perdas para começar. Pelo contrário. Até por uma questão de economia (e disso os homens entendem muito bem) é melhor começar com a mesma pessoa todo o dia. Detalhe. Se formos observar melhor os elementos citados no parágrafo acima teremos certeza que no quesito involução os homens ganham longe.

E no quesito evolução as mulheres dão show de bola. As estatísticas comprovam, para a infelicidade masculina, que é das mulheres o maior número de pedidos de divórcios na atualidade. Portanto, se a sua mulher sensata de meia idade ainda não pediu o divórcio considere-se um felizardo e valorize esta mulher porque ela está em extinção.

2 comentários:

Anônimo disse...

Aqui estou menina querida, encantada com sua Alma, que há alguns anos conheci.
Parabéns por mais esta conquista onde podemos ler e sentir você.
Lindos poemas e belos comentários.
Receba os meus aplausos e o meu carinho.
Beijos carinhosos
Sandra Lúcia

Anônimo disse...

Adorei, como pode falar tão lindamente, parabéns fiquei até emocionada.È exatamente assim.
Um grande abraço.
Rejane Carvalho !!

Bem vindo!!!

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Quando ler meus textos ou dos meus amigos, comente.Suas palavras sempre serão bem vindas.Se não souber o que falar deixe um abraço, mas não faça comentários maldosos, estes vc guarde.Entre e fique a vontade, vc faz parte da família, dos amigos

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Sou poesia,sou procura, sou ilusão.

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Desde mocinha eu escrevia poesias, cada vez que eu terminava uma paixão, eu fazia um poema, cada tristeza, alegria,cada olhar maroto.Acho que porisso me tornei uma poetiza, pq sempre estive apaixonada.As lágrimas que eu derramava se transformavam em sementes, em letras, em textos, em poemas.Ainda hoje faço isso, qdo estou triste com alguém eu escrevo uma poesia, cada poesia minha tem uma história.É como a semente que transformou em árvore.(MyrianBenatti)