quinta-feira, 29 de maio de 2008

Reflexo: O espelho da alma





Olhei para frente e lá estava ela. A principio toda tímida, com os olhos cansados, o rosto fatigado sem rugas, o cabelos em desalinho, ela o havia pintado há pouco tempo, mas já se via as marcas do corte mal feito e do cabelo seco e espetado. Há muito não se via um creme no cabelo, estava todo despenteado.Seus olhos por trás daqueles óculos eram até inocentes, mas os óculos faziam o papel de escondê-los dando um ar de mais velha e o reflexo escondia o pouco que restava.

Mas eu a conhecia bem quando ela estava serena, era bem diferente do que eu presenciava agora.Usava um brinco combinando com a roupa. Percebi que de uns tempos pra cá ela estava se cuidando mais, ela havia emagrecido e sua auto estima estava melhor. Mas o rosto não é o espelho da alma? Olhei a sua boca, não vi nenhum sorriso estavam sério assim como os seus olhos. Creio que seu coração estava passando por alguma mudança, ela estava inquieta. Foi aí que ela me percebeu.

Ela me fitou. Olhou dentro dos meus olhos, como se pudesse ler o que eu estava lendo.

Seu rosto foi mudando aos poucos, uma brisa bateu em meus cabelos e eu voltei meu corpo para a janela em direção ao vento. Quando voltei a olhá-la ela já estava mais serena. Estava sem óculos, havia tirado e me olhava com atenção. Percebi olheiras em volta de seus olhos, era cansaço e não tristeza, embora também ela estivesse triste, mas sua tristeza era mais interior.Ela forçou um sorriso, meio amarelo, o suficiente para quebrar o gelo. Percebo que ela tem um tique, toca com seus dedos o brinco da orelha esquerda, gosta muito de tocar seu rosto. Ela é realmente uma pessoa tímida, quem não a conhece não percebe esta timidez, ela é falante e se dá bem com todo mundo.

Dizem que o corpo fala, e o dela fala muito. Ela fala muito com as mãos, e se você a observar de longe percebe a solidão que ela tem. De perto você não percebe muita coisa nela, porque ela puxa assunto e conversa com todo mundo, está sempre sendo prestativa ora com um, ora com outro.

Pensei que ela viesse conversar comigo, mas ela só me olhou, nada disse o tempo todo. Apenas me fitou como eu, também não disse nada.

Dei um sorriso e percebi que seu rosto estava bem calmo e tranqüilo, ela também me sorriu e sentiu que eu iria voltar.

Dei as costas e segui até a porta, por cima do ombro olhei para trás e percebi que também ela estava indo embora e olhava para trás.

Fechei a porta.


Myrian Benatti

sábado, 24 de maio de 2008

Andarilho





Estou sempre aqui e ali,
entre uma estrada e um sossego
entre uma estrela e um cometa
entre uma poesia e uma lágrima
Sou assim, uma poetisa,
busco nas pessoas amizades
às vezes encontro portas fechadas,
às vezes abro mas esqueço de fechá-las,
muitas vezes bato na porta, e dou a volta
às vezes dou a volta pra abrir a outra porta,
às vezes dou a volta e bato em retirada.
e sigo meu caminho de andarilho....


Myrian Benatti

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Chorar...



Há muito tempo que eu não choro.
Nem de felicidade, nem de tristeza.
Por um lado de tristeza não chorar é muito bom,
Quando se chora é sempre pela perda de algo ou alguém.
Chorar de alegria uma palavra que gera dualismo,
Chorar de alegria?
No dicionário chorar significa exprimir tristeza, dor, etc., com gemidos, soluços, acompanhados ou não de lágrimas; soluçar, verter ou derramar lentamente gotas de água.
Então a palavra chorar sempre remete dor.
O certo seria derramar lágrimas de tanto rir, rir de felicidade, rir de estar bem com alguém, de estar bem consigo mesma.
O choro nasce onde? Eu não sei, mas o meu para na garganta sufocado como uma âncora travada em algum navio perdido no fundo do mar.
Dizem que o choro lava a alma. Eu acredito nisso. No choro como uma limpeza.
No choro como um perdão a si mesmo.



Myrian Benatti

domingo, 18 de maio de 2008

Abrir a porta a estranhos???


Outro dia li que ao abrir a porta e permitir que pessoas entrem em nossa casa nós estamos deixando que mude a nossa rotina. A verdade que mesmo que temos rotinas diferentes e modo de viver ou ver a vida diferente ao abrir a nossa morada, a qualquer pessoa, se dá a brecha para que elas se instalem e acabam mudando também a nossa vida.
Indiferente de ser alguém ou algo, bom ou mal, depois que penetrou em nosso meio acaba por misturar e macular a nossa alma.
Não tem mais volta se nos fizer mal, é como erva daninha cresce sempre mais, mesmo que aparemos e colocamos veneno, cresce dentro da terra e sobe por todos os poros.
Se nos fizer o bem terá dentro de nós sempre alegria e bem estar.




Myrian Benatti

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O MITO DE SÍSIFO


Quem já ouviu falar do Mito de Sísifo?

Sísifo enganou a Morte, mas foi descoberto e como castigo ele foi condenado por toda a eternidade a rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível.
Eu estou como Sísifo, há algum tempo estou tentando fazer um trabalho de tricô, quando estou na metade desmancho todo o trabalho e começo do zero. Isso já aconteceu umas seis vezes. Hoje eu lembrei desta história mitológica. Talvez eu esteja pagando algo, há pouco escrevi um texto-carta falando sobre enganar, seria eu uma sísifo do século xxl? Estaria eu me auto punindo? Ou estaria eu deixando o outro me punir?
Não sei.
O certo é que estou errando ora coloco ponto demais na agulha ora não faço o ponto certo. Preciso tomar mais cuidado e ter mais atenção.
O mito de sísifo é uma literatura muito interessante, vale a pena ser lida.

Deixo a vocês que me lêem uma boa leitura sobre o mito.
Um grande abraço aos amigos do recanto.


Myrian Benatti




O Mito de Sísifo
Albert Camus

Os deuses condenaram Sísifo a incessantemente rolar uma rocha até o topo de uma montanha, de onde a pedra cairia de volta devido ao seu próprio peso.Eles pensaram, com alguma razão, que não há punição mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.Acreditando em Homero, Sísifo foi o mais sábio e prudente dos mortais. Entretanto, de acordo com outra tradição, ele foi designado a praticar a profissão de salteador. Eu não vejo nenhuma contradição nisto.
As opiniões diferem quanto às razões pelas quais ele se tornou o inútil trabalhador do subterrâneo. Para começar, ele é acusado de certa frivolidade a respeito dos deuses. Ele roubou seus segredos. Egina, a filha de Esopo, foi raptada por Júpiter. O pai ficou chocado com aquele desaparecimento e queixou-se a Sísifo. Ele, que sabia do seqüestro, ofereceu-se para contar o que sabia com a condição de que Esopo dessa água à cidadela de Corinto. Ele a preferiu a bênção da água ao invés dos raios celestiais. Ele foi punido por isso no inferno.
Homero nos conta também que Sísifo acorrentou a Morte. Plutão não pôde suportar a visão do seu império abandonado e silencioso. Ele despachou o Deus da Guerra, que libertou a Morte das mãos de seu conquistador. É dito que Sísifo, estando próximo à morte, imprudentemente quis testar o amor de sua esposa. Ele ordenou a ela jogar seu corpo insepulto no meio da praça pública. Sísifo acordou no inferno. E lá, irritado por aquela obediência tão contrária ao amor humano, ele obteve de Plutão permissão para retornar à Terra para punir sua esposa. Mas quando ele viu novamente a face do seu mundo, gozou a água e o sol, as pedras quentes e o mar, não quis mais retornar à escuridão infernal. Chamados, sinais de raiva, avisos foram de nenhuma utilidade. Ele viveu muitos anos mais diante da curva do golfo, do mar brilhante, e dos sorrisos da Terra. Um decreto dos deuses foi necessário. Mercúrio veio e agarrou o homem atrevido pelo colarinho, e, arrancando-o de seus prazeres, conduziu-o forçosamente de volta ao inferno, onde sua rocha estava pronta para ele.
Você já captou que Sísifo é o herói absurdo. Ele o é, tanto pelas suas paixões quanto pela sua tortura. Seu desdém pelos deuses, seu ódio pela morte e sua paixão pela vida fizeram com que ele recebesse aquele inexprimível castigo no qual todo seu ser se esforça para executar absolutamente nada. Este é o preço que deve ser pago pelas paixões neste mundo. Nada nos é dito sobre Sísifo no inferno. Mitos são feitos para a imaginação soprar vida neles. Quanto a este mito, vêem-se simplesmente todo o esforço de um corpo esforçando-se para levantar a imensa pedra, rolá-la e empurrá-la ladeira acima centenas de vezes; vê-se o rosto comprimido, a face apertada contra a pedra, o ombro que escora a massa recoberta de terra, os pés apoiando, o impulso com os braços estendidos, a segurança totalmente humana de duas mãos cobertas de terra. Ao final deste longo esforço medido pelo espaço e tempo infinitos, o objetivo é atingido. Então Sísifo observa a rocha rolar para baixo em poucos segundos, em direção ao reino dos mortos, de onde ele terá que empurrá-la novamente em direção ao cume. Ele desce para a planície. É durante este retorno, esta pausa, que Sísifo me interessa.
Um rosto que trabalhou tão próximo à pedra, já é a própria pedra!Eu vejo aquele homem descendo com um passo muito medido, em direção ao tormento que ele sabe que nunca terá fim. Àquela hora, que é como um momento de respiração, que sempre voltará assim como seu sofrimento; é a hora da consciência. Em cada um destes momentos, quando ele deixa as alturas e gradualmente mergulha no covil dos deuses, ele é superior ao seu destino. Ele é mais forte do que sua pedra. Se este mito é trágico, é porquê seu herói é consciente. Onde estaria realmente sua tortura se a cada passo a esperança de prosperar o sustentasse? O trabalhador de hoje trabalha todos os dias de sua vida nas mesmas tarefas, e seu destino não é menos absurdo. Mas é trágico apenas nos raros momentos em que ele toma consciência. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e rebelde, sabe a total extensão de sua miserável condição: é nisso que ele pensa durante sua descida. A lucidez que deveria constituir sua tortura ao mesmo tempo coroa sua vitória. Não há destino que não possa ser superado pelo desprezo. Se desta maneira, a descida é realizada às vezes com tristeza, também pode ser realizada com alegria. Esta palavra não é exagerada. Novamente, eu imagino Sísifo retornando em direção à sua rocha; o sofrimento estava no início. Quando as imagens da Terra aderem-se com muita força à memória, quando o chamado da felicidade torna-se muito insistente, acontece da melancolia aparecer no coração do homem: esta é a vitória da rocha, esta é a própria rocha. O sofrimento sem limites é muito pesado para se suportar. Estas são nossas noites de Gethsêmane. Mas verdades esmagadoras perecem quando tornam-se conhecidas. Assim, Édipo no início obedece ao destino sem saber dele. Mas a partir do momento em que ele sabe, sua tragédia inicia. Mas, ao mesmo tempo, cego e desesperado, ele percebe que a única ligação que o une ao mundo é a fresca mão de uma moça. Então uma tremenda observação soa: "A despeito de tantas experiências difíceis, minha idade avançada e a nobreza da minha alma me fazem concluir que está tudo bem". O Édipo de Sófocles, assim como o Kirilov de Dostoievsky, desta forma dão a receita para a vitória absurda. A sabedoria antiga confirma o heroísmo moderno. Não se descobre o absurdo sem ser tentado a escrever um manual sobre a felicidade. "O que ? --- Por estes estreitos caminhos ? --- " Não há um só mundo, de qualquer maneira. Felicidade e absurdo são dois filhos da mesma Terra. Eles são inseparáveis. Seria um erro dizer que a felicidade nasce necessariamente do descobrimento do absurdo. O mesmo quanto ao sentimento do absurdo nascer da felicidade. "Eu concluo que está tudo bem", diz Édipo, e esta observação é sagrada. Ela ecoa no universo selvagem e limitado do homem. Ela ensina que tudo não foi e nem está esgotado. Ela expulsa deste mundo um deus que veio a ele com descontentamento e com uma preferência pelo sofrimento inútil. Ela faz do destino uma questão humana, que deve ser resolvida entre os homens. Toda a alegria silenciosa de Sísifo está contida nisto. Seu destino pertence a ele. Sua rocha é algo semelhante ao homem absurdo quando contempla seu tormento; silencia todos os ídolos. No universo subitamente devolvido ao seu silêncio as pequenas vozes extremamente fascinantes do mundo elevam-se. A inconsciência, os chamados secretos, os convites de todos os aspectos, eles são o reverso necessário e o preço da vitória. Não há sol sem sombra, e é essencial conhecer a noite. O homem absurdo diz sim e seus esforços doravante serão incessantes. Se há um destino pessoal, não há um destino superior, ou há, mas um que ele conclui que é inevitável e desprezível. Para o restante, ele reconhece a si mesmo como o mestre de seus dias. No momento sutil quando o homem dá uma olhada para trás em sua vida, Sísifo retornando à sua pedra, neste modesto giro, ele contempla aquela série de ações não relacionadas que formam o seu destino, criado por ele, combinados e sujeitos ao olhar de sua memória e logo selados por sua morte. Assim, convencido da origem totalmente humana de tudo o que é humano, o homem cego, ansioso para ver, que sabe que a noite não tem fim, este homem permanece em movimento. A rocha ainda está rolando.
Eu deixo Sísifo no pé da montanha! Sempre se acha sua carga novamente. Mas Sísifo ensina a mais alta honestidade, que nega os deuses e ergue rochas. Ele também conclui que está tudo bem. O universo, de agora em diante sem um mestre, não parece a ele nem estéril nem inútil. Cada átomo daquela pedra, cada lasca mineral daquela montanha repleta de noite, em si próprio forma um mundo. A própria luta em direção às alturas é suficiente para preencher o coração de um homem.
Deve-se imaginar Sísifo feliz.

tradução: João Carlos Rocha Campos

Bumerangue



Às vezes fico pensando que a vida é engraçada, brinquei tanto com as pessoas que agora a vida brinca comigo.
É como um bumerangue que bate e volta.
Como a arma, a vida levada na brincadeira acaba se transformando em um objeto perigoso.
Preciso tomar cuidado em não ficar na frente do bumerangue enquanto ele está retornando das curvas.
Posso também não jogar o bumerangue.
Porque ao jogar corro o risco de voltar contra mim em algum espaço do tempo.



Myrian Benatti

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sagrado e Profano


No meu corpo vivem duas almas que brigam entre si.
Uma é alegre, a outra melancólica.
Uma é santa madona,
A outra é uma “putana”.
As duas convivem em cada lado do meu corpo,
Algumas vezes querem sair juntas, ao mesmo tempo...
É onde elas percebem que têm que dar espaço, fazer limites.
Uma gosta de palavras picantes gosta de seduzir e ser seduzida.
Gosta de mostrar seu poder perante os homens,
A outra sabe do seu poder, sabe que seduzir não precisa de muitas palavras.
É onde seus egos brigam.
A madona seduz com palavras meigas.
A putana com palavras sensuais.
Ambas são sedutoras.
Ambas são solitárias.




Myrian Benatti

segunda-feira, 5 de maio de 2008

ÁGUA


Dentro da água sinto a solidão do pensamento, não percebo que pessoas à minha volta percebem meu semblante, uma senhora me pergunta por que estou triste, diz ela que a tristeza do pensamento envelhece a pessoa, e eu respondo a ela que não estou triste, apenas que dentro da piscina é o único lugar que fico comigo mesma, uma forma de pensar e será que meu pensamento estaria dando um ar de tristeza ao meu rosto? Preciso me esforçar para fazer pensamentos positivos. Uma para então não envelhecer antes da hora, e outra por que se eu faço ginástica na água já estou lá para relaxar e não para ficar tensa ou mesmo triste. Mas porque no único lugar que eu escolhi ficar isolada embora esteja tão cercada de pessoas, não é o lugar bom para pensar e até mais tarde escrever? Vejo que talvez lá seja um lugar público com sons altos e danças embaixo d’água, minha coreografia é quase mental, estou lá mas não estou. Meu corpo está lá, tenho essa mania de não relaxar em atividades, se faço ginástica eu também nunca estou com a mente no mesmo lugar que o corpo, agora na aula de hidroginástica meu corpo está na água, mas minha mente está nadando em outras águas, pode ser que foi isso que despertou o olhar da senhora que me viu. Eu disse a ela que escrevo, então ela me disse, é por isso que você é pensativa, menos mal, mudei de rosto triste para pensativa, de pessoa infeliz para uma pessoa sensível. Agora por essa pessoa serei vista como uma poetisa, uma pessoa culta, será que eu fiz este comentário pra tirar da cabeça dela a nuvem de tristeza que ela leu em mim?
Agora terei esta preocupação na aula, talvez eu nem me lembre de sorrir, mas se ela ficar do meu lado eu saberei que ela me observa, talvez de todo não seja um mal, porque sorrir traz sempre pensamentos bons e ninguém faz um sorriso forçado.
Talvez eu aprenda a relaxar e usufruir do momento de paz e relaxamento que a aula proporciona. Aprende-se muito com os mais velhos, a ver com o coração, a sentir com a alma.


Myrian Benatti

Monstro


Tem dentro de mim um monstro que me pisa
Só é feliz quando me vê embaixo de seu pé,
Depois quer recolher os cacos deixados no chão,
Como se nada tivesse acontecido,
tenta me levantar a força,
Ri das dores que provocou,
diz que sou melindrosa,
Que sou azeda, mal humorada, estúpida e até atrasada.
Não percebe as lágrimas que escorre em meu coração.
São lágrimas de sangue, da dor, da humilhação.



Myrian Benatti
foto retirada de um site.
foto de Linda Torres

Bem vindo!!!

Seja sempre bem vindo
Quando ler meus textos ou dos meus amigos, comente.Suas palavras sempre serão bem vindas.Se não souber o que falar deixe um abraço, mas não faça comentários maldosos, estes vc guarde.Entre e fique a vontade, vc faz parte da família, dos amigos

Alma Encantada

Alma Encantada
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Quem sou eu

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Sou poesia,sou procura, sou ilusão.

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Desde mocinha eu escrevia poesias, cada vez que eu terminava uma paixão, eu fazia um poema, cada tristeza, alegria,cada olhar maroto.Acho que porisso me tornei uma poetiza, pq sempre estive apaixonada.As lágrimas que eu derramava se transformavam em sementes, em letras, em textos, em poemas.Ainda hoje faço isso, qdo estou triste com alguém eu escrevo uma poesia, cada poesia minha tem uma história.É como a semente que transformou em árvore.(MyrianBenatti)